Pular para o conteúdo principal

Geocomunicação




O evento ocorrido na UFPE, agregou discussões sobre o papel social do pesquisador e sua forma de se comunicar com a sociedade. A linguagem foi o principal ponto. Comunicar-se com pessoas que não são especialistas em áreas como a Geologia e demais Geociências foi a pauta trazida por Iain Stewart, da BBC. Ele lida com o público que gosta de informações sobre dinossauros e coisas dessa natureza, mas que  desconhece a terminologia científica.

O diálogo, nesse sentido, deve ser simples e interessante, de forma que motive as pessoas, por isso, segundo ele, devemos contar histórias para tornar a informação mais atraente e captar a atenção de leigos que vivenciam em um espaço geográfico e que precisam conhecê-lo melhor para protegê-lo. Professores e alunos de outros estados também participaram e houve a mediação de Haydon Peter Mort, professor visitante na UFPE.

A mensagem principal de Stewart foi: quando as pessoas não entendem bem a informação repassada na linguagem mais técnica, elas tendem a  ter resistência e acabam preferindo seguir suas próprias crenças, o que causa entraves negativos para a comunicação, a visão e até as práticas do pesquisador em determinado ambiente. Temas como Neurogeologia e Geoética também foram colocados e contextualizados segundo o entendimento cultural que as pessoas apresentam em relação à natureza e seu habitat. E preciso chegar aí para se gerar autorresponsabilidade e empatia com as questões planetárias atuais: poluição, degradação do espaço físico, desmatamento, alagamento, desordem urbana, etc.


Fonte da imagem: http://www.sidmouthherald.co.uk/polopoly_fs/1.2270569.1373363926!/image/1739647531.jpg_gen/derivatives/landscape_630/1739647531.jpg 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A SOCIEDADE COMO DRAMA

Do livro Perspectivas sociólogicas, trouxe uma resenha de um dos capítulos: A sociedade como drama.
Diferente do pensamento Russeauniano, Berger apresenta uma versão da vida do indivíduo, em que este já nasce dentro de um controle, de coordenadas e padrões estabelecidos. Jean Jacques Rousseau acreditava que o homem nascia livre, mas, por todos os lados encontrava-se acorrentado.
Concordo com Berger. Basta pensarmos numa sociedade de castas que fica muito bem ilustrado, que antes mesmo de nascer, o indivíduo já tem sua rota traçada. Filho de rei, vai ser pedinte?
Por outro lado, aqui no Brasil, podemos articular e negociar com o destino. De pedintes, podemos amanhecer presidentes, aqui o livre arbítrio é muito mais nosso  do que daqueles que nos precederam. Ainda bem! Do contrário, eu nem estaria aqui.


BERGER, Peter L. A perspectiva sociológica – a sociedade como drama. In: ___. Perspectivas sociológicas : uma visão humanística . 21. ed. -. Petrópolis: Vozes, 2000. 202 p. ISBN 8532605079 …

A SOCIEDADE NO HOMEM

Aqui chegamos com um resumo  de mais um capítulo do livro PERSPECTIVAS SOCIOLÓGICAS.

BERGER, Peter L. A perspectiva sociológica – a sociedade no homem. In: ___. Perspectivas sociológicas : uma visão humanística . 21. ed. -. Petrópolis: Vozes, 2000. 202 p. ISBN 8532605079 : (broch.). P. 106-136.

O preconceito é uma característica que convence o indivíduo a ser o que ele poderia não ser: “um menino tido como bobo, tornar-se bobo”. Um ator, cujos pais tenham uma sólida e renomada carreira, sofre com a pressão social que pede, ou o obriga a ser tão bom quantos seus pais. Em uma única atitude infeliz, todas as anteriores, embora tenham sido lícitas, logo são esquecidas,  o passado mudou, está enterrado pela má ação praticada no presente, “As outras identidades são esquecidas enquanto durar essa cena”. Nos colorimos seguindo a cor sugerida pelo controle social. “Uma pessoa tem de mudar de rosto como muda de roupa”. As estruturas sociais selecionam pessoas para seu funcionamento.  A segunda …