quinta-feira, 9 de julho de 2015

Geração Y e o Ambiente Profissional - Entrevista - Rádio CBN Recife

CONVIDADA: Marilucy Ferreira é Mestra em Ciência da Informação e Pesquisadora da Kurier Tecnologia

1- CBN: Bom dia, Marilucy! Hoje iremos falar sobre a Geração Y e ambiente profissional. O que é a Geração Y? Como ela se apresenta no mercado? O que a tecnologia representa para esta geração no quesito profissional?            
Marilucy - Bom dia, Ravi! Bom dia, ouvintes CBN RECIFE! Esta Geração Y, é uma geração formada por pessoas nascidas entre o início das décadas de 80 e meados da década de 90, com ampla adesão e aceitação, principalmente, ao mercado de trabalho do setor de Tecnologia de Informação como, por exemplo, analista de sistemas,  cientista de dados e editor de mídias sociais, conforme listagem recente do site norte-americano de carreiras CareerCastTrata-se, portanto, de uma geração que teve, muito cedo, contato com as tecnologias, o que a fez incorporar uma atitude multitarefa em tudo que faz, pois, trata-se de uma geração que consegue trabalhar sem se desconectar das mídias e redes sociais, seja ouvindo música, atualizando-se em canais de notícias, ou mesmo interagindo com amigos pelas redes sociais.

2- CBN: Executar mais de uma atividade pode gerar a dispersão e também a falta de atenção do profissional, como a Geração Y lida em uma situação como esta?
Marilucy – Pode acontecer dispersão, sim, mas pode também não haver dispersão. Sim, se ele não tiver o senso de responsabilidade e comprometimento, bem como o entendimento de que, no ambiente de trabalho, a prioridade deve ser atender as demandas profissionais, ou seja, realizar sua rotina de trabalho.  E Não, pois fato de terem, desde crianças o contato com as tecnologias, eles aprendem a lidar com a s atividades do trabalho sem que tenha que se desligar do universo social virtual. Isso é uma habilidade adquirida de forma natural. Eu que atuo em uma empresa do que faz parte do Porto Digital, verifico uma geração que não abre mão desse contato “full time” com as tecnologias, porém, visualizo também que eles estão conscientes de suas tarefas e que elas precisam ser cumpridas dentro dos prazos estabelecidos.

3- CBN: Mas será também possível estar no trabalho, nos setores de TI, sem utilizar nenhuma comunicação com o mundo lá fora?
Marilucy - Realizar tarefas diárias no ambiente de trabalho de TI sem ter acesso a redes sociais, aplicativos e comunicação via email é inimaginável hoje, tendo em vista a forte influência (e necessidade, em muitos processos) da comunicação em tempo real entre as pessoas, principalmente as mais jovens.
Entre as atividades mais realizadas na internet entre os internautas da geração Y, se destacam o uso do e-mail, prática de 94% do grupo, e a escuta de música, hábito de 88%. No entanto, eles também acessam a internet para ler notícias, fazer compras online e buscar rotas geográficas, conforme destaca TG.net, do IBOPE Media, em 2013.
Assim, os profissionais mais jovens, que trazem para o ambiente de trabalho essa forma de lidar, ao mesmo tempo, com as atividades do trabalho, sem deixar de se comunicar em rede com várias pessoas do seu convívio fora do ambiente de trabalho, ilustra a chamada Geração Y e também nos mostra um lado flexível para agir no mercado tendo um propósito, e também a vontade de empreender com ideias novas, querendo opinar e pensando fora da caixa.

CBN: Marilucy, obrigado pelas suas informações, tenha um bom dia!
MF: Eu que agradeço! Quem quiser saber mais sobre esse assunto ou acessar essa entrevista, é só entrar no Blog da Orbe Consultoria: www.orbeplan.com.br. Excelente final de semana a todos!
Data da entrevista: dia 04 de julho.
fonte: http://www.orbeplan.com.br/#!blogger-feed/c1ol














Fonte: http://www.orbeplan.com.br/#!blogger-feed/c1ol.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Introdução à Biblioteconomia

EAD - PE / SEEP - 2015

https://www.youtube.com/watch?v=kRFEp_2cdqM






Do cientista da informação - o futuro

Um amigo brinca com o fim do profissional bibliotecário. Será? A mudança bate à porta, mas é só abrir e se adaptar. Just it! Assim, respondi a ele com esse texto:




Competências podem ser expandidas e mobilizadas às demandas, presentes, nascentes e vindouras. Eu mal sei ligar o computador e estou num parque tecnológico, veja só! Porque as pessoas continuam usando linguagem escrita, um registro de seus feitos e, muitas vezes, esta linguagem é natural e, aí, eu entro para analisar, sob contextos e demandas sua natureza, função, aplicação e emprego no mundo físico, seja qual for a plataforma, virtual, ou uma conjuntura documental analógica. Enfim, eu poderia dizer muitas coisas, até mentir ou tergiversar, mas o fato é: "somos animais linguísticos" e, assim sendo, a mudança, ainda que se apresente sob tecnologias robustas, postura-se dentro da linguagem. A parte de tratamento, organização, difusão e curadoria etc. é-nos delegada, mas, obviamente, não devemos cobiçar um monopólio de curadores informacionais, dado que vivemos na era planetária. 

sábado, 23 de maio de 2015

Ética na Pesquisa - CBN RECIFE


FONTE: http://www.orbeplan.com.br/#!blogger-feed/c1ol 

Ética na Pesquisa


CONVIDADA: Marilucy Ferreira é Mestra em Ciência da Informação e Pesquisadora da Kurier Tecnologia


CBN: Bom dia Marilucy! Hoje vamos falar sobre ética na pesquisa. Por que esse assunto é tão importante nos dias atuais?
MF:
 Bom dia Mário, bom dia ouvintes da CBN Recife! 
Segundo dados da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) extraídos do Periódico Científico de Biologia Celular, em estudo realizado com pesquisadores de vários locais do mundo, identificou-se que 2% dos pesquisadores confessaram já ter praticado condutas antiéticas graves em pesquisa; 33% admitiram já ter praticado condutas questionáveis; 14% declararam já ter presenciado condutas antiéticas graves; e 72% afirmaram que já conviveram com situações eticamente questionáveis em seu círculo de pares.
Outro dado que chama a atenção, é que essa mesma revista científica identificou que 25% dos artigos aceitos continham dados manipulados de modo inadequado, ou seja, que favoreciam a realização de análises tendenciosas.
O que me deixa bastante intrigada (e tenho certeza que o nosso ouvinte também) é que tudo isso foi encontrado no ambiente científico, que é um ambiente rigoroso e sério por essência, quanto mais nas pesquisas fomentadas pelo segmento privado Mário? Nem tudo que escutamos de pesquisa devemos acreditar.
 
CBN: Quais são os critérios que tornam os dados de pesquisa confiáveis?
MF:
 Primeiramente, a Integridade dos dados: devemos sempre saber qual é a fonte da pesquisa que estamos acessando, por exemplo, IBOPE, IBGE, IPEA, IPC Marketing, IPSOS;
Em seguida, deve-se considerar a Imparcialidade: isto significa que a fonte que produziu as informações deve ser isenta de interesses, e não está enviesada por questões econômicas ou políticas. 
Também deve-se observar a Amostra da Pesquisa: A amostra pode ser extraída estatisticamente se baseando em locais, estações do ano, quantitativo de pessoas, gênero, entre outros critérios que consigam selecionar dados que mesmo em quantidade reduzida representam o todo que se pretende analisar.
Outro ponto crítico, é a questão do Contexto: variáveis como sexo, idade, escolaridade, cultura, religião, grau de estudo, idade... tudo isto deve ser considerado.
Vou dar um exemplo simples para facilitar o entendimento do nosso ouvinte: em uma pequena cidade, cuja maior parte da população é composta por mulheres, católicas, foi realizada uma pesquisa para saber o que seria mais importante realizar, a reforma da igreja, ou a reforma do clube noturno da cidade. O que vocês acham que elas, ou a maioria delas, iriam responder? Penso que elas iriam preferir a reforma da igreja. Isto demonstra claramente que os fatores culturais influenciam bastante no resultado.
 
CBN: É muito comum as pessoas utilizarem a expressão ‘dados cientificamente comprovados’ quando querem se referir a alguma VERDADE sobre algum fato. Podemos dizer com isto que algo que é cientificamente comprovado é de fato VERDADEIRO?
MF:
 Geralmente sim, porém deve-se considerar que é verdadeiro dentro de um contexto da pesquisa, e um recorte específico. Vale ressaltar que não há verdade absoluta, uma pesquisa sobre a aplicação de um novo medicamento pode ter um efeito na população africana e outro na população europeia. Fatores ambientais, sociais, comportamentais, tudo isto influencia nos resultados. Por isso, é muito importante não generalizar os resultados de uma pesquisa, achando que ela vai ter o mesmo efeito em todos os lugares.

4- CBN: Marilucy, sabemos que nem sempre um resultado equivocado de uma pesquisa é ocasionado por questões éticas e por manipulação tendenciosa dos dados. Você poderia falar um pouco mais sobre isso para os nossos ouvintes e trazer algum exemplo?
MF: Claro! A pesquisa é realizada por seres humanos, pessoas como eu e você, e por isso a possibilidade de erro existe e nem sempre vai ocorrer por manipulação dos dados ou falta de ética. Um exemplo disso foi o caso do Ipea, que na época (Março de 2014), gerou até a demissão do seu diretor. Toda aquela confusão ocorreu por causa de uma troca nos gráficos! Na ocasião, o estudo apontou que 65,1% dos brasileiros concordavam que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", mas em correção, o Ipea divulgou que a porcentagem correta é de 26%. Isso repercutiu de forma negativa nas mídias e redes sociais. Mulheres fizeram campanhas com frases como “eu não mereço ser estuprada.” Este foi um erro técnico que não foi ocasionado por falta de ética ou má fé, entende? Independente do erro, o instituto se mantem como uma instituição séria e confiável, principalmente porque eles foram capazes de corrigir o erro e reconhece-lo publicamente, isso sim foi uma verdadeira lição de ética.

CBN: Marilucy, obrigado pelas suas informações, tenha um bom dia!
MF: Eu que agradeço! Quem quiser saber mais sobre esse assunto ou acessar essa entrevista, é só entrar no Blog da Orbe Consultoria: www.orbeplan.com.br. Excelente final de semana a todos!
FONTE: http://www.orbeplan.com.br/#!blogger-feed/c1ol 

Gratidão à Nathanael Sobral que me ajudou a pensar este conteúdo.

domingo, 19 de abril de 2015

Da informação do Futuro: Sete Propostas e Uma Pergunta

Palestra: Da informação do Futuro: Sete Propostas e Uma Pergunta

Este conteúdo faz parte da palestra que dei no dia do bibliotecário  (12\04\2015) na Biblioteca Pública do Estado - BPE.

Da informação do futuro: 7 propostas e uma pergunta

1 - Mergulhe no conhecimento e valorize a emersão (Platão, Heráclito)
2 - Respire e selecione o novo, o clássico e o pertinente (Aristóteles, Pombo, Borges)
3 - Sinta a demanda  e atenda o que estão pedindo (Wurman, Le Coadic)
4 - Conheça os focos, os paradigmas e  as releituras (Morin, Capra, Wurman)
5 - Comprometa-se com o conhecimento com um olhar holístico-planetário (Vasconcellos, Morin, Lévy)
6 - Compartilhe ideias práticas e desintegre as castas - um feeling empreendedor  (Pesce, Rocha, Saroj, Muhammad)
7- Aceite a maravilhosa incerteza e evolua em possibilidades(Lévy, Morin, Vasconcellos)
8 - Qual é a vigília desta topada? Muitos caminhos e uma direção ( Vasconcellos) 







O conhecimento é uma entidade que habita mente, espírito e corpo. Tudo o que compõe e circunda o universo do ser humano  pode, por ele, através do registro traduzir o espírito criativo, os sentimentos, as ideias, etc.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A perspectiva complexa

E nos novos rumos da ciência as dimensões dos objetos e seus respectivos observadores dilatam-se, expandem-se e anunciam uma ciência planetária, numa poiesi complexa, mas não menos real ao que temos por agora. Trata-se de uma Ciência de alma criativa e densidade dual.Uma perspectiva complexa, afinada a uma rede irreversível de conhecimento planetário em que é tecido todos os dias uma inteligência coletiva.
Sigamos, buscando, nem combatê-la, nem entendê-la de todo, mas sim em aceitá-la e tecer a nova rota do conhecimento na verticalidade que nos é solicitada, sob um paradigma que foge à simplicidade e se anima à complexidade dos eventos, fatos, sistemas e seres.
Par tal, temos Vasconcellos,Morin, Lévy, Macluham, Capra e muitos outros a nos dar suporte epistemológico, reflexivo e metodológico.

Olás!  Como estão?!  😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊😊 Eu estava navegando pelo mundo sem fronteiras e... Pumbaaaa!!!!,  achei uma coisa ...